• Eventos Junho

    Dia 04 Amnesiac - Dia 09 Hail To The thief - Dia 14 Atoms For Peace - Dia 18 Single do Atoms For Peace - Dia 26 Aniversário Colin Greenwood

  • Atoms For Peace lançará novo single

    ‘Before Your Very Eyes’ e “Magic Beanz" estarão em nosso vinil de 12' do projeto de Thom Yorke com lançamento para Junho

  • Atoms Tour

    Confira as datas da Amok Tour 2013 do projeto Atoms For Peace de Thom Yorke e Nigel Godrich

  • Jonny Greenwood em Festival

    Mr Jonny encerrará festival apresentando sua versão de Electric Counterpoint do mestre Steve Reich

  • Idioteque em vinil impresso

    Amanda Ghassaei cria primeiro vinil impresso em uma impressora 3D e grava Idioteque do Radiohead

Office Chart Radiohead Brasil #001

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Debut da Coluna Office Chart Radiohead Brasil #01. Uma pequena coleção de artistas reunidos pela equipe do Radiohead Brasil, canções, discos e artistas que dialogam com o vasto universo do Radiohead. Para começar, temos de Bjork à Flyin Lotus, dos gênios ingleses Actress ao krautrock do Popol Vuh. Apenas o começo.

 

Pintura feita por Thom Yorke e Stanley Donwood em evento do Trade Justice Protest vai a leilão

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Desde de 2000 o uma coalização de mais de 80 organizações lutam pela justiça comercial no mundo, essa movimento chama-se The Trade Justice Movement. A idéia é bem simples em sua causa e complexa em suas intenções: lutar pela justiça comercial e reduzir as desigualdades. Fazer com que as corporações trabalhem com sensibilidade para questões que envolvem a pobreza, questões ambientais e sociais e nesse sentido o movimento fez parte da campanha Make Poverty History em 2005 que é uma Ação Internacional contra a pobreza, reunindo e presente em vários países.

 

Thom Yorke e o artista plástico e parceiro de longa data do Radiohead - Stanley Donwood (Dan Rickwood) – estão leiloando uma de suas pinturas, que foi criada como parte de um evento que antecedeu o encontro. Agora a obra será leiloada em benefício do 'The Trade Justice Movement’

 

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www.bonhams.com

 

Movimentos:

http://www.tjm.org.uk/

http://www.makepovertyhistory.org/takeaction/

Radiohead Releituras - The Tourist por Errorama

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Imagem: Poliana Bolqui

 

A Coluna Radiohead Releituras dessa semana volta a publicar em sua seleta lista uma banda brasileira. A Errorama, banda paranaense formada em 2010 por Fabio Silva, guitarra, José Jr., baixo, Tiago Silva, na bateria, Gustavo Ferreira, vocal e guitarra e Saulo Giovani,  faz sua releitura dessa vez do clássico The Tourist.

 

A canção de Jonny Greenwood que encerra um dos melhores discos do Radiohead e de todos os tempos, o Ok Computer, foi soberbamente interpretada pelos Errorama em concerto na cidade de Campo Mourão, PR.

 

 

Contato via Facebook

Site oficial: www.errorama.com.br.

Para ouvir lendo (ou apenas ouvir): No surprises

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Os fatos se repetem

 

Os detalhes, o foco e a forma também

Mais insuportável do que ouvir sempre as mesmas histórias

É ouvir sempre os mesmos diálogos

 

Frases que se sucedem mais uma vez

Espantos que se intercalam

Pior do que ver sempre o mesmo tédio

É ver sempre o mesmo deslumbre

 

O estupor sem memória vira então um hedonismo vão que se desfaz e se esquece

Até a próxima colisão sem nenhum encontro

Até à próxima repetição fugaz

Os fatos se repetem.

 

Talvez com o eterno inédito apareça a inédita quebra.

Talvez não, mas é tudo o que se tem.

 

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João Henrique Balbinot, paranaense de interior, gosta de viver rodeado de músicas, palavras e pessoas.  Quase sempre. Autor do livro “No arco-íris do esquecimento” (Ed. Multifoco), atualmente trabalha em seu segundo, terceiro e/ou quarto livro, depende do que a sua paciência lhe permite.

 

 

 

Blog: http://influir.wordpress.com/
Livro: http://www.editoramultifoco.com.br/literatura-loja-detalhe.php?idLivro=966&idProduto=995
Facebook: http://www.facebook.com/jh.balbinot
Last.fm: http://www.lastfm.com.br/user/joaohenriquebf

Atoms For Peace faz show em Los Angeles - Setlist e vídeos

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Ontem (14) de Junho o Atoms For Peace subiu aos palcos para sua primeira apresentação depois do lançamento de Amok. O concerto que a príncipio não estava agendado na tour do disco foi anunciado com alguns dias de atencedência e pegou alguns de surpresa. No set a mistura metáforica de The Eraser – disco solo de Thom lançado em 2006 – e Amok. Uma grata novidade além de tudo foi a presenta da canção Present Tense, uma das mais esperadas por fãs do Radiohead desde quando Thom a tocou no Latitude Festivel em 2009. O concerto de aquecimento do Atoms antes de pegar a estrada foi a fantástica Rabbit In Your Headlights.

 

Agora o projeto se arruma para o concerto no Zenith em Paris dia 06 de Julho. Antes haverá lançamento de mais um single.

 

01 default
02 unless
03 the eraser
04 the clock
05 black swan
06 ingenue
07 dropped
08 skip divided
09 atoms for peace
10 stuck together pieces
11 reverse running
12 harrowdown hill
13 amok
14 cymbal rush

 

Bis #1:

15 before your very eyes
16 paperbag writer
17 the hollow earth
18 feeling pulled apart by horses

 

Bis #2:

19 the present tense (thom solo, acoustic)
20 rabbit in your headlights

 

 

 

 

 

 

 

David Lynch e Four Tet colaboram com Nigel Godrich em coleção de remixes

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Nigel Godrich é sem dúvida um dos melhores produtores da nossa geração, entre tantos projetos com o Radiohead e agora com o Atoms For Peace, além de uma respeitada lista de artistas com quem já trabalhou, o mítico produtor, engenheiro de som e músico lançou  ano passado o debut da sua banda, o Ultraista.

 

O disco auto-intitulado agora receberá uma coleção de remixes a ser lançado no dia 06 de Agosto. Entre os colaboradores estão o cineasta David Lynch e a lenda eletrônica Four Tet e gente do calibre de Prefuse 73 e Zero 7. Fantástico.

 

Ultraísta Remixes:

 


01 You're Out (Prefuse 73 remix)

02 Smalltalk (Four Tet remix)

03 Gold Dayzz (FaltyDL remix)

04 Wash It Over (ERAAS remix)

05 Party Line (Canon Blue remix)

06 Easier (Zammuto remix)

07 Static Light (Matthew Herbert remix)

08 Bad Insect (DC Sux remix)

09 Our Song (Zero 7 remix)

10 Strange Formula (David Lynch remix)

 

Bonus tracks:

 


01 Party Line (Nathan Fake remix)

02 Gold Dayzz (Maribou State remix)

03 Gold Dayzz (Boom Bip remix)

04 Gold Dayzz (Chvrches remix)

05 Smalltalk (Matthew Dear remix)

06 Smalltalk (Sasha remix)

 

Ouça: Strange Formula (David Lynch remix)

 

 

Ultraísta: Strange Formula on Nowness.com.

Atoms For Peace anuncia concerto para dia 14 de Junho

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Thom Yorke e o percussionistas brasileiro Mauro Refosco anunciaram em seus Twittes o fim do mistério sobre a data 14 de Junho. A verdade é que o Atoms irá fazer um concerto na cidade sede dos ensaios, Los Angels. Portanto, sexta teremos o primeiro show do projeto Atoms For Peace, ainda não oficialmente, mas poderemos ter uma noção da Amok Tour.

 

Thom Yorke e Nigel Godrich - Quinze minutos de entrevista

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Confira pouco mais de quinze minutos da entrevista de Mr Thom Yorke e o lendário produtor Nigel Godrich para a rádio KCRW. Um dos grandes presentes desse Dj Set realizado pelos dois gênios, foi a música Honey Pot, que ficou perdida entre das gravações de In Rainbows e The King Of Limbs.

 

 

Via CmonTakeTheStairs

Crédito: Austin Brock

Queda do Palco do Radiohead - Ministério Público acusa empresas responsáveis

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Quase um ano depois do trágico acidente que vitimou o técnico de bateria Scott Johnson e feriu três, poucas horas antes do concerto em Toronto, Canadá,  o Ministério Público da província de Ontário acusou formalmente os responsáveis pelo evento.

 

A Live Nation Canada e a Live Nation Ontario Concerts GP enfrentam num total de 13 acusações. O julgamento deve começar no final de Junho e a Live Nation já respondeu discordando das acusações. O concerto da banda aconteceria dia 16 de Junho e faria parte da tour The King Of Limbs 2012. O show seria o último da tour nas américas, depois a banda seguiu para a Europa.

 

 

O concerto em Nimes na França, foi sem dúvida um dos mais sombrios da tour e marcou homenagens à Scott Johnson, mais que um profissional e colaborador de longa data, um amigo para Thom Yorke e Cia.

Review: Radiohead - "Hail to the Thief" e seus 10 anos de amadurecimento

 

Disco lançado em uma época conturbada na história mundial completa sua primeira década

 

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Matéria: MonkeyBuzz

 

Há exatos 10 anos atrás, Hail to the Thief do Radiohead chegava as lojas, e demonstrava uma banda diferente da vista em seus dois antigos anteriores Kid A e Amnesiac. Um grupo que viria a ser conhecido pelas suas diferentes influências, constantes buscas pela evolução dentro da música mas sempre geniais, como poucos artistas ainda podem ter esta aura diante de seu trabalho. O trabalho de 2003, ficou conhecido por ser um pouco mais direto que os seus antecessores, utilizando mais guitarras e instrumentos orgânicos ao invés de orquestrações construídas a partir de computadores e sintetizadores.

 

Se engana, porém, quem acredita que o grupo viria a abandonar tais apetrechos, os quais ficaram conhecidos nas duas obras citadas anteriormente, mas que foram muito bem introduzidos no clássico OK Computer. No entanto, como o líder e vocalista, Thom Yorke, costuma dizer sobre o período de gravação de Hail, o computador havia se tornado parte integrante do grupo, entrando no estúdio e sendo utilizado ao mesmo tempo que os instrumentos usuais, sem no entanto, se tornar um elemento externo a composição, com alguém sentado e interagindo somente com a máquina e não com o grupo. Por isso vemos em Hail o continuo uso de samples, sintetizadores e baterias eletrônicas mas de uma forma que viria a se tornar virtuosíssima nos posteriores In Rainbows e King of Limbs.

 

Construído em um período um tanto obscuro na história da humanidade em que os ataques as torres gêmeas em Nova York criariam um guerra declarada ao terror, e consequentemente uma inquisição as formas de pensamentos diferentes encontradas no Oriente Médio, acabou criando o cenário perfeito para um disco, que para muitos é político mas que para Yorke é simplesmente “um retrato do que ele vivia e escutava no rádio nas manhãs”. Logo o clima que permeia toda a obra é um tanto nebuloso, incerto como o mundo de amanhã parecia na época, mas ao mesmo tempo carregado de raiva e explosões de sentimento, trazendo a tona uma característica conhecida da banda: a de criar faixas crescentes com um clímax angustiante e sincero.

 

Gravado em Los Angeles em conjunto com o seu maior parceiro e produtor Nigel Godrich, trouxe de volta algumas características que aparentemente pareciam ter desaparecido nas obras anteriores. Para o grupo, deixava-se de lado a “manufatura musical” em que todos os membros se preocupavam com texturas, e horas e mais horas de gravação e pós produção, para um formato mais direto em que cada faixa fora gravada em um dia, sem tempo para ser revista. Era pegar ou largar o que tinha sido feito. Diante de tantas idéias não é a toa que o disco soa tão complexo, com diversas faixas com subtítulos( nomes de faixas não trabalhadas), temas que iriam desde a o massacre em Ruanda até dizeres encontrados no livro clássico de George Orwell 1984.

 

O próprio título, Hail to the Thief, ou em um tradução livre, “saudações ao ladrão”, uma clara brincadeira com a palavra chief (chefe de estado em inglês),pareciam uma clara referência a George Bush e sua guerra ao terror. Logo todos os elementos presentes em sua orquestração passariam posteriormente a ser fadados a considerar o disco como uma “obra de época”.

No entanto, o que mais surpreende no álbum é a sua qualidade. É clara uma ruptura entre o som mais voltado aos elementos eletrônicos e o início de uma dualidade, ou simbiose entre o orgânico e o sintético. A faixa inicial 2 + 2 = 5 ( The Lukewarm) é um soco no peito para aqueles que disseram anteriormente, que o grupo havia se vendido ou perdido. A faixa, toda feita em uma guitarra sem distorções de Johnny Greenwood, é crescente, energética e tem um refrão todo-poderoso, feroz, algo que só um momento conturbado e tamanha experiência poderiam fornecer, assim logo de cara. Single de muito sucesso, viria a figurar entre uma das faixas mais tocadas em shows e concertos por aí e contribuiria para tornar a obra um disco de platina e ouro no Reino Unido e EUA, respectivamente.

 

Sit Down, Stand Up é o exemplo da mutação da banda em uma música que retorna o piano direto do grupo, e traz uma linha de baixo jazzística claramente inspirada em Charles Mingus devido a sua rapidez e pouco espaço para respiração. No entanto, vemos aqui sintetizadores, leves overdubs e elementos eletrônicos, sim. A explosão vem rápida e mistura ambos elementos em uma perfeita sintonia.

 

Não pense que a raiva deixou de lado a tradicional e sincera melancolia do grupo, e ela pode ser muito bem vista na linda Sail to the Moon (Brush the Cobwebs Out of the Sky). Lenta e letárgica, tem umas das melhores linhas de guitarra de Johnny Greenwood e que em suas próprias palavras é a melhor faixa do disco.

 

Backdrifts (Honeymoon is Over) é mais experimental, e quase inteiramente eletrônica. Entretanto, a voz de Yorke parece muito mais solta neste disco, vindo sempre em primeiro plano a quaisquer outros elementos o que traz um caráter mais humano ao disco, algo que é muito visto na dobradinha arrebatadora Go to Sleep(Little Man Been Erased) e Where I End and You Begin( The Sky is Fallin In). Ambas podem ser consideradas obras primas, a primeira uma balada no violão que lembra o Folk criado nos anos 1960 e traz uma ótima nostalgia aos tempos de discos clássicos com The Bends. A segunda é extremamente teatral e tem uma combinação incrível entre baixo e bateria. O crescimento da faixa é estimulante, e as diversas interpretações ao vivo dela fazem desta música uma das mais emocionantes já feitas pelo grupo.

 

Hail to the Thief é também o disco mais longo em duração do grupo, e traz 14 faixas muito bem realizadas e que transparecem diferentes sentimentos e experiências. Temos a quase barroca e cantada em um coro dolorido,We Suck Young Blood, uma música que em seu próprio título traz a crença do grupo nos líderes mundiais, ou simplesmente vampiros que sugam o sangue das esperanças dos jovens. The Gloming (Soflty Open Our Months in the Cold) é uma experiência antagônica em que o baixo sintetizado cria uma das faixas mais pesadas do grupo e tem uma estrutura que seria vista posteriormente no trabalho solo de Yorke, The Eraser. Uma balada calma mas desta vez um pouco mais crescente, *There There( The Boney King of Knowhere), viria a se tornar um outro single de sucesso.

 

A verdade é que não importa qual faixa estamos analisando ou escutando, uma estrutura em comum é sempre encontrada: a do crescimento em volume e intensidade até a chegada de um clímax extremamente empolgante. Tal auge pode vir através de um refrão, um solo, uma quebra de ritmo ou um baixo pulsante,não importa, a verdade é que o grupo se preocupou em causar impacto em cada uma de suas criações no disco, fazendo-o evoluir a cada nova escutada.

 

I Will( No Man’s Land) surge e desaparece subitamente e abre espaço para uma das faixas mais ambiciosas do grupo A Punch A Weeding( no no no no no). Nela vemos uma orquestração extremamente sexy, um trabalho de voz sintonizado entre os membros da banda e traz um lado mais Rock & Roll do grupo, capturando a essência do estilo na década de 1970 que veio a se misturar muito bem com o Funk. Myxomatosis( Judge, Jury and Executioner) é na minha opinião a melhor música do Radiohead. Da carreira deles. Feito em um baixo sintetizado, traz uma linha orgânica em que a bateria encaixa em cada tempo da voz de Yorke e tem uma pegada agressiva poucas vezes vista no grupo. Ao mesmo tempo segue uma ordem inversa visto no disco, com uma diminuição de volume, acalmando todos os ânimos em sua metade para depois voltar de forma ainda mais intensa.

 

Scatterbrain( As Dead As Leaves) é mais uma ótima lembrança para os saudosistas de OK Computer, e é outra faixa que emana mais uma vez o trabalho daquele ótimo disco. Voz de Yorke, duas guitarras sendo colocadas aos poucos enquanto uma bateria leve deixa que o sentimento passado na música seja interpretado de formas extremamente pessoais. Triste, melancólico ou bonito? Pegue um adjetivo sem ser medo de ser feliz. A Wolf at the Door(It Girl. Rag Doll) termina a obra de forma fenomenal em uma música que tem Yorke interpretando a sua voz de jeito meio Reggae enquanto toda a atmosfera criada é de certa forma poética, quase um romance obscuro sendo contado pelo líder.

 

Hail to the Thief é uma obra esquecida por muitos, devido ao seu timming, 2003, e a efervescência do Indie Rock com The Strokes, The White Stripes e The Hives. Indo no lado contrário do que estava no mainstream na época, o Radiohead criou uma obra extremamente madura, que viria a conduzir os seus trabalhos posteriormente ao incorporar muito bem elementos eletrônicos a orquestrações usuais em instrumentos. Mostra-se também um disco repleto de particularidades, com um clima que refletia muito a época de sua criação. Se você nunca escutou com tanta atenção este disco, posso dizer sem dúvidas que dentro de uma já vasta e mutante discografia, Hail figura dentre as mais criativas, diretas e efervescentes obras do grupo. Saudações aos seus 10 anos!

 

Por: Gabriel Rolim

Happy Birthday Hail To The Thief - 10 anos

 

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No dia 09 de Junho de 2003 o Radiohead lançava seu sexto rebento de estúdio. Um disco que ainda não envelheceu, ainda não foi completamente digerido, que frequentamente é acusado de ser apenas um amontoado de fases da banda, mas, Hail To The Thief – uma ácida ironia George W. Bush e um disco inspirado em 1984 e Orwell e nas obras de Deleuze, último álbum ainda na EMI e dono de alguma das mais poderosas música da discografia, esse é Hail To Thief, uma obra de arte, o momento onde o Radiohead voltou ao planeta terra e percebeu um universo de cores retorcidas, descoloridas e poluidas por sangue, sinismo e alienação.

 

Radiohead Letras Comentadas - “Go Slowly”

1984

 

Ao contrário das outras matérias desta Coluna, não vou descrever história, roteiro ou sentido na canção de hoje, irei apenas relatar em palavras o que eu senti ao ouvir Go Slowly numa madrugada qualquer num dia qualquer:

 

É muito repugnante esperar algo por um longo período e ver essa espera ser em vão. Por mais simples que seja a perda de tempo, é sempre uma droga!

 

O problema não se concentra apenas na paciência do esperar, mas sim naquele velho conhecido "e se" - 'e se eu tivesse feito isto ao invés disto?'. Trabalhar um longo tempo numa escolha feita por nós mesmos e obter como resultado algo falso, errado e prejudicial - ooh.. quão dolorido é o sofrimento do arrependimento e da traição. Ser traído por nós mesmos. Um paradoxo criado pela nossa mente de entrar no mesmo erro mais de uma vez. Quem nunca fez uma mesma aposta e no final atingiu o mesmo resultado anterior, o mesmo fracasso?!

 

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Somos massacrados pelo nosso intelecto por às vezes nos acharmos espertos e sempre pensarmos: “agora eu posso ver” a verdade; mas a nossa confiança e arrogância é tanta que ignoramos os fatos e apostamos. Tentativa e erro meu amigo? Creio que não! Apenas a falha de uma mente curiosa e esperançosa de que sempre quando queremos algo com certeza obteremos. A perplexidade de real valor dos nossos olhos nos ilude e nos destrói vez após vez, mas nunca conseguimos atingir o objetivo do porquê de corrermos tanto. Uma paixão platônica talvez? Ou o mito da caverna corroendo nossos neurônios para novas descobertas?

 

Sempre escalamos grandes cumes rochosos porque estamos à espera de uma promessa, poucas vezes conseguimos fincar a bandeira da vitória e ver esta promessa se tornar realidade, na maioria delas caímos desse grande cume, e ao acontecer isto, a queda é de uma altura que quando chegamos ao chão dificilmente conseguimos nos levantar. Contudo, por mais que fraturemos vários ossos, com certeza mais uma vez a nossa perplexidade de valor nos moverá adiante para escalarmos novamente este mesmo cume.

 

Então somos robôs programados? Objetos alienados à apenas um propósito? Não! Pois este é o sentido da vida, arriscar várias vezes nas mesmas coisas, nós somos seres insistentes e é isso que faz de nós seres diferentes, por este motivo criamos duas guerras mundiais, bombas nucleares, transmitimos doenças e causamos acidentes propositais; todavia, é por este mesmo motivo que encontramos curas de doenças, conquistamos nossas amadas, conseguimos emprego, criamos amizades, etc.

 

Estamos em constante mudança entre aflição e alegria, sempre esperando por uma dessas duas sensações, nelas podemos obter resultados horríveis ou gratificantes por colocarmos na nossa mente o que é de real valor para nós e, com isso, nossa insistência e paciência pela promessa de algo novo à nossa vista será concretizada em algum momento, e no final, fincaremos a bandeira no alto da montanha, ou, cairemos dela para entrar no mesmo ciclo vicioso e então “encontrar a saída”, a vida! O anseio.. A paciência.. O esperar..

 

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Com o Radiohead nossos cérebros borbulham e nossas faculdades mentais entram em colapso. As letras emitem vários pontos de vistas e transmitem diversas perspectivas de verdade sobre o sentido da obra. É complicado definir uma letra do Radiohead - talvez não seja possível. Mesmo descrevendo nesta matéria a letra de Go Slowly, provavelmente quando eu ouvir novamente esta canção, irá surgir em mim uma nova sensação e uma nova descoberta com um outro ponto de vista, talvez sobre amor, guerra, sexo, depressão ou esperança. Pois o que define uma letra do Radiohead? A melodia? As guitarras? A percussão? A voz de Yorke? O baixo de Colin? A letra nua e crua? Viajar e imaginar que são metáforas atrás de metáforas? Temos em mente o contexto dos álbuns - OK Computer, Pablo Honey, Hail To The Thief, etc; Mas e a canção em si? O que ela de fato remete na sua parte lírica?

 

Que um dia alguém consiga definir Climbing Up The Walls, Street Spirit, How To Disappear Completely, Knives Out, Where I End And You Begin, A Wolf At The Door, The Tourist, You and Whose Army, Videotape, Idioteque, Down Is The New Up, Fitter Happier, Codex! O “The Panic, The Vomit” de Paranoid Android e seus “Rain Down”; ou que os Radiohead possam nos revelar a sua obra em detalhes.

 

Ficarei esperando!

 

Over here
Come slowly
Come slowly to me
I've been waiting
Patient
Patiently
I didn't
But now I can see
That there's a way out
That there's a way out
That there's a way out
That there's a way out
That there's a way out