OSB apresentará obra de Jonny Greenwood

tumblr_n9a3fpB7lU1spxaiko1_500

 

A Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) vai homenagear os 150 anos do nascimento do maestro e compositor alemão Richard Strauss nos dias 23 e 26 de outubro respectivamente no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e na sala São Paulo. O solista Albrecht Mayer, primeiro oboé da Filarmônica de Berlim há mais de 20 anos, estreia com a homenagem sob a regência de Roberto Minczuk.

 

Após o grande sucesso das últimas temporadas, a OSB dá sequência ao Ciclo Brucker com a Sinfonia no 3. O programa conta com a estreia brasileira de Norwegian Wood, suíte que integra a trilha sonora do filme de Tran Anh Hung. A obra foi composta pelo guitarrista Jonny Greewood.

 

ORQUESTRE SINFÔNICA BRASILEIRA
ROBERTO MINCZUK, REGÊNCIA
ALBRECHT MAYER, OBOÉ

 

PROGRAMA:

 

Jonny Greenwood: Norwegian Wood - suíte
Richard Strauss: Concerto para aboé em Ré maior
Anton Bruckner: Sinfonia nº 3 em ré menor

 

---

 

Venda de ingresso e mais informações:

blah cultural

 

 

--

Radiohead deve lançar novo disco de forma não convencional

tumblr_nc7qjhCA5f1t4049xo1_500

 

Assim como aconteceu com In Rainbows em 2007 e o novo disco solo de Thom Yorke ‘Tomorrow´s Modern Boxes’ em 2014, o próximo disco dos Radiohead deve buscar novas formas de distribuição e diálogo com o publico e o cenário da música. Em matéria da Billboard revela que estudantes e graduados de gestão de negócios e finanças da Saïd Business School (SBS) de Oxford trabalharam com uma equipe de Thom Yorke na busca pelo melhor estratégia midiática para o lançamento do trabalho.

 

A ideia de trabalhar com BitTorrent se mostrou um sucesso e sobretudo, o que era o conceito sobre a experiência, evidenciu uma via alternativa para bandas e artistas e sua relação com seu público.

 

Portanto, a Billboard aposta que o próximo disco do Radiohead deve aprofundar mais ainda as discussões e as vias paralelas que a banda iniciou lá com In Rainbows e trazer mais uma vez uma forma nova de distribuição e modelo para com os fãs. Há de se ressaltar que os Radiohead são uma banda independente desde 2005.

 

1 – Os estudantes da Saïd Business School (SBS) de Oxford, chamaram a experiência de trabalhar com Thom Yorke de “inspiradora”

 

billboard

Thom Yorke Happy Birthday | Vida longa ao poeta da música

Thom-yorke

 

Hoje (7 de Outubro) de 2014 é o aniversário do nosso grande frontman Thom Yorke. Com o sucesso do seu novo disco (Tomorrow's Modern Boxes ) com mais de 1 milhão de downloads, promovendo mais uma revolução digital e compondo grandes canções para nosso imaginário. Nascido em Wellingborough, inglaterra, Thom completa 46 anos em uma fase de grande criatividade e trabalho (basicamente não para desde 2011!!!)

 

Vida longa para um dos maiores poetas da música de todos os tempos.

 

ThomYorkTumblr-081012-19 (1)

 

----

 

Nova música do Radiohead em filme de Paul Thomas Anderson

tumblr_lvqboxrd4k1qerwoao1_500

 

Paul Thomas Anderson é um dos grandes cineastas contemporâneos e sua parceria com Jonny Greenwood, ao que parece, irá estreitar os laços com o Radiohead. Uma canção (instrumental) inédita da banda estará em Inherent Vice, novo filme do diretor. ‘Spooks’ teve sua estreia ao vivo em Copenhague na Dinamarca em 2006. Foi especulada no álbum In Rainbows em 2007 mas acabou jamais sendo liberada em estúdio. Inherent Vice deve ser lançado nos EUA já em Janeiro.

 

Thom Yorke - A permanência das canções

tumblr_nb3o01aQgV1qagdolo1_500

 

Desde quando lançou, em 1997, Ok Computer, o Radiohead entrou definitivamente na história do rock, porém, algo também iniciava junto com este disco, a exigência por ‘revoluções’.

 

Veio Kid A (2000), Amnesiac (2001) e muitos fãs foram se rendendo ao mesmo tempo que muitos abandonaram a banda de Thom Yorke. Antes do último grande burburinho, em 2007, com o clássico In Rainbows, Thom lançou um ano antes seu primeiro disco solo. The Eraser chegou, surpreendeu alguns e decepcionou outros, mas para o primeiro grupo, havia a certeza que Thom Yorke é sem dúvida um dos grandes artistas do seu tempo e um dos mais criativos musicos também.

 

Oito ano depois, Thom volta a lançar um disco solo, mais uma vez ao lado do mítico Nigel Godrich e mais uma vez dois grupos se polarizam: Os que amam cada nota e cada sussurro de Yorke e os que simplesmente esperam por uma nova revolução. Qual grupo você faz parte?

 

tumblr_nc52ceAQSE1t4049xo1_500

 

Se você faz parte do segundo grupo, ‘Tomorrow’s Modern Boxes’ pode decepcionar você certamente. Não, você não quer canções lembra? quer um disco revolucionário, clássico imadiato, ou talvez um novo Ok Computer. Ou não.

 

Nesse sentido, o novo trabalho do frontman atua num campo que faz parte de sua paixão: A eletrônica. Não farofas house, eletro hits, as 7 melhores Jovem Pan. A intenção de Thom é mergulhar no universo sonoro de Burial, Four Tet, Flyin Lotus, SBTRKT entre outros e todos esses fazem parte da vanguarda da música eletrônica, com discos que tornam o Techno e outros BPMs revoluções ocultas, tags escondidas em selos alternativos e sons escuros, que parecem fazer parte de um grande filme de Terry Gilliam do que para pistas regadas a Ectasy. É neste universo que habita hoje, Yorke. Quer você queira ou não.

 

Se você  faz parte do primeiro grupo, um recado. Há novamente grandes canções escondidas entre loops e sintetizadores em Tomorrow’s Modern Boxes. O primeiro grupo nao espera uma grande revolução a cada novo disco, antes disto, espera grande canções. Mas estas precisam ser bem digeridas, é preciso mergulhar neste oceano sintético, procurar as saídas, abrir as portas ocultas, entre pianos soterrados por sofwares e baterias eletrônicas entrecortando o vocal abstrato de Thom. As melodias estão lá desde Kid A, mas não são fáceis de serem acessadas. As senhas parecem criptografadas nas nuvens mas só parecem, com paciência vamos nos familiarizando com este planeta metálico esculpindo pelos ecos de Thom & Nigel.

 

tumblr_nbvi1aN7QH1sx5ck7o1_500

 

Após o mergulho, a constatação: Thom Yorke nunca deixou de escrever canções. Nem mesmo quando simplesmente parece esquecer (só parece) das melodias, mesmo quando não traz refrões ou longas introduções ou simplesmente guitarras. Feche os olhos e sinta Tomorrow’s Modern Boxes e não esqueça de responder para Thom sua pergunta: ‘Do you think your mind blows up?’

ty

 

Por | Radiohead Brasil

Thom Yorke já alcançou 1 milhão de downloads com 'Tomorrow’s Modern Boxes'

thom

 

Tomorrow’s Modern Boxes novo disco de Thom Yorke que hoje faz uma semana de lançamento chegou a marca de 1 milhão de download. O trabalho é uma especie de manisfesto de Thom e o produtor Nigel Godrich em favor da autonomia dos musicos perante sua arte. A crítica se baseia no modo de distribuição da indústria e suas manobras de distribuição, onde o autor do trabalho acaba ganhando mais com shows do que realmente com a venda de discos.

 

Entretanto, não não temos os dados de fatos se esse número de downloads foram pagos ou não, que dificulta a princípio uma avaliação se realmente funcionou a proposta do Frontman do Radiohead. No mais, essa informação deve ser divulgada em breve. Apesar do grande borburinho sobre o modo distribuição do segundo disco artista, o trabalho em si é sem dúvida um dos grandes discos do ano.

 

BitTorrent Bundle

Do YouTube a Thom Yorke – o que mudou na música na última década

Radioheadinrainbows

 

Escrito por | Davide Pinheiro

 

As recentes manobras de U2 e Thom Yorke realçam o que tem sido o mantra de vários músicos de primeira liga. A procura por modelos experimentais de distribuição que adquiram carácter definitivo. Esta busca incessante visa responder à inquietação da indústria perante o decréscimo exponencial na venda de música e o desapego do formato álbum.

 

Casos há em que a forma supera largamente o conteúdo e o recheio é induzido pela embalagem. Ou seja, o ruído vulcânico é motivado pela forma como a música nos chega e não pelo miolo. Catorze anos após a ameaça velada do vírus Y2K, treze sobe a entrada do euro e o 11 de Setembro e quase dez sobre o berço de YouTube e MySpace, é justo reconhecer que, apesar de novos estilos como o dubstep ou a EDM (vómito), não é demais insistir que as mudanças de paradigma estão na forma como a música nos é apresentada.

 

As grande discussões dos últimos anos estão identificadas: Radiohead, David Bowie, Beyoncé, U2 e Thom Yorke. Ironicamente, a todas elas correspondem álbuns médios, medianos ou menores. Não é uma coincidência. A comunicação é hoje um bem indissociável da criação e patrocinar publicações no Facebook, ter conta no Ello e comprar visualizações no YouTube pode não chegar.

 

Uma década em palavras-chave até chegarmos ao ponto em que os ex-campeões de venda U2 entregam um álbum de mão beijada e são apedrejados nas redes sociais.

 

YOUTUBE E MYSPACE

 

Como tantas outras experiências tecnológicas que se perderam na rede, YouTube e MySpace nasceram de geração espontânea e para ultrapassar dificuldades que a indústria nem sonhava. O primeiro pela dificuldade de partilhar vídeos filmados numa festa caseira em casa de um dos fundadores. De brincadeira de três ex-empregados do serviço PayPal a ideia milionária adquirida pelo Google, passou ano e meio. À distância de uma década, a exclusividade televisiva dos telediscos pouco ou nenhum sentido fazia. Já o morto ressuscitado e novamente moribundo MySpace nasceu no final de 2003 mas só depois de 2004 começou a ser falado até ganhar utilizadores suficientes para vir a ser a rede social mais populosa do mundo. O Facebook chegou, viu e vencer mas a memória ficou. E apesar de resgatado por Justin Timberlake, o MySpace não mais se reergueu e é talvez o maior símbolo da volatilidade do consumidor médio e também um primeiro sinal de nostalgia digital que, mais cedo ou mais tarde, acabará por entrar nas contas dos ciclos revivalistas.

 

IN RAINBOWS

 

Se Ok Computer é um dos melhores álbuns dos anos 90 por reinventar os Radiohead além da britpop e arrastar atrás de si um batalhão de novas bandas interessadas no arrebatamento de Paranoid Android ou Karma Police, In Rainbows é um dos mais importantes da década seguinte. Não por estar à altura dessa obra central ou dos posteriores Kid A ou Amnesiac mas pelo modelo usado na distribuição. Já havia netlabels e bandas pequenas a oferecer música gratuitamente na Internet mas nunca um grupo com o peso dos Radiohead ousara desafiar as regras e oferecer um álbum, ainda que usando a táctica do “pague o que quiser”. Resultado: ganharam mais dinheiro que com o anterior Hail to The Thief, ainda editado pela EMI, e abriram um precedente. As tentativas de imitação de nomes como Nine Inch Nails não produziram o mesmo impacto, como era óbvio.

 

SPOTIFY

 

Há seis anos quando o Spotify foi lançado, ninguém a não ser os seus responsáveis adivinhariam a conversão num misto de gigante tecnológico e musical. Maior que algumas multinacionais e que empresas de grande porte como a Beats que forçou um concorrente no mercado do streaming sem que os resultados aparecessem – caso se confirmem os rumores de que a Apple pretende encerrar o Beats Music, será o assumir da nota de culpa. Hoje, o que resta da indústria quase desistiu de vender música e rendeu-se aos encantos da nuvem e dos servidores.

 

De facto, se a relação com a ideia de posse se alterou foi graças a Spotify e YouTube que permitiram aos utilizadores ter bibliotecas gigantes de canções e álbuns à frente do monitor. Por contraste com o impacto instantâneo de YouTube e MySpace, o Spotify ganhou músculo à medida da expansão de territórios. A Portugal, por exemplo, só chegou a 2013.

 

Davidbowiecapa

 

WHERE ARE WE NOW?

 

“Onde estamos?”, questionava David Bowie no single que provocou o primeiro burburinho do ano passado. Muito sorrateiro, gravara durante dois anos em segredo e só o guitarrista Robert Fripp deixara escapar uma pista na sua página oficial sem que alguém tivesse reparado. A 8 de Janeiro, no dia do seu 66º aniversário, Bowie surpreendia o mundo (e até o seu biógrafo que afirmara ser necessário um “milagre” para que o regresso se concretizasse) com uma nova canção, o respectivo vídeo e o anúncio do primeiro álbum em dez anos para daí a dois meses. The Next Day não diverge da matriz rock clássica de Reality e está longe de ser uma obra-prima “Bowiesca” mas a aura de mistério a envolver a edição devolveu a atenção perdida no princípio do Séc. XXI e Bowie voltou ao lugar onde sempre pertenceu: o centro da cultura pop.

BEYONCÉ

O álbum anterior 4 fora uma semi-desilusão. Os singles destapados em 2013c não produziam o impacto esperado e supostamente, um álbum inteiro era deitado ao lixo. Palavra de Diplo desmentida como sempre quando já não é possível corrigir a verdade a tempo. A duas semanas do Natal, o A&R de Beyoncé garantia um álbum para 2015. Na sexta-feira seguinte, Beyoncé aterrava no iTunes sem sobreaviso. E sete dias depois, contabilizava mais de um milhão unidades vendidas via iTunes. Sem um single oficial. Um Single Ladies ou um Crazy In Love para amostra. O ruído foi tão ensurdecedor que o conceito pioneiro de “primeiro álbum visual da história” quase passou despercebido. E tal como no caso de David Bowie, o segredo foi a alma do negócio e apenas o responsável mais alto soube antecipadamente da manobra.

 

U2

 

O fiasco do ano. Na verdade, a receita Songs of Innocence patrocinada pela Apple não é nenhum modelo experimental. É uma operação de charme falhada pelo gigante tecnológico que acreditou que oferecer/impingir um álbum dos U2 aos utilizadores do iTunes era um mimo. O que mais custa a aceitar não é a ambição de Bono em recorrer a todos os meios para combater a irrelevância dos irlandeses de há dez anos para cá; é a Apple desconhecer por completo o comportamento dos seus utentes e não ser capaz de prever as reacções coléricas.

 

Se durante anos imperou a máxima individualista do “i” (iTunes, iPad, iPod), porque razão haveria de ser bem recebida uma intrusão nas escolhas pessoais de cada um. A Apple faz de réu neste processo mas os U2 não são vítimas. A distribuição direta via iTunes foi uma estratégia desesperada de sobrevivência que não só não abriu um precedente positivo como angariou um clube de detractores que os U2 – uma banda que desde há muito quer estar bem com Deus e com o Diabo – não conheciam. Bem feita.

 

Thomyorkecapa

 

THOM YORKE

 

Quando os “Radiohead” ofereceram In Rainbows não estavam a inovar mas sim a massificar. O modelo já fora usados por pequenas editoras e músicos anónimos. A grande diferença estava no mediatismo. O modelo agora testado com o serviço de partilha de ficheiros BitTorrent é uma experiência de raiz que se propõe a anular filtros e a criar uma ligação direta entre criador e consumidor (em menos de uma semana, já recebeu perto de quatro milhões de euros pelas vendas).

 

O formato pode fazer sentido para músicos de renome mas como qualquer outro, tem fragilidades. Yorke criticou duramente o Spotify por ser um intermediário entre artista e público mas é importante separar as águas. A táctica usada em Tomorrow’s Modern Boxes (título sugestivo) está assente na posse; o Spotify é um pay-per-listen. Duas formas completamente diferentes de relação com a música. Alguém imagina gerações nascentes a pagar por uma pasta de ficheiros?

 

----

 

Artigo Original publicado no site: MESA DE MÚSICA

Thom Yorke - Tomorrows Modern Boxes | Primeiras Impressões

As primeiras impressões faixa por faixa do novo disco solo de Thom Yorke | Tomorrow's Modern Boxes

 

tumblr_ncis4co8L61rqc8dro1_500

 

Sedutoramente Yorke volta a corromper nossas sensações futurísticas em nova incursão pelo terreno da eletrônica, ou seria da ficção científica, onde percorremos caminhos que se abrem em longos abismos mecânicos e se transmutam em novas vielas, adentrando por fendas ocultas, nosso cerebro. Esta é o password para A Brain In A Bottle primeira faixa desta nova pérola.

 

Antes que pudessemos reconher o matálico ambiente por onde a voz de Yorke desliza pelas paredes, digitamos as senhas e já estamos em Guess Again!. Pianos parecem gigantes nuvens presas dentro da sala, agonizamos em densas incertezas, um peso, um pesar, uma falta, algo de Radiohead aqui mas que de The Eraser, definitivamente a inquietação de Yorke sobressaltando.

 

Interference é sobretudo um universo distante, frio, escondido entre paisagens que gostariamos de não ver, em desertos ocultos em nossas mais medrosas percepções.

 

The Eraser, mítico primeiro álbum de Yorke, retorna em fragmentos vocalicos e loops desajustados em The Mother Lode. Mas polúidos pelos mais delirantes percursos trilhados pelos softwares de Nigel Godrich. Diferente do álbum de 2006, onde a voz de Yorke conduzia a estrada tênue, aqui o frontman parece um viajante, um explorador curioso do desconhecido e nessa levada, também somos, nos perderemos juntos então.

 

Parece que foi há tantos tempo, olhamos para trás e não vemos mais  rastros, a terra que pisamos, o retrato de passos tão genuinamente trilhados, descalços ou não, se perderam em algum momento da memória. Estamos em Truth Ray.  A beleza solitária de uma voz sublime com a trêmula ambientação cinzenta de um diálogo entre o tempo, entrecortado por toneladas de pensamentos, e o corpo arremessado no centro de um chão que suga a chegada.

 

cats

There Is No Ice (For My Drink) foge entre nossos dedos. Confirmado que diferente de The Eraser, o vocal de Yorke parece entorpecido por frequências livres de formas rígidias pela melodia, somos  misturados à vocais hipnotizados e batidas gélidas. A lembrança aqui é de Feral do disco The King Of Limbs. Porém se neste havia traços humanos até na mais indecifráveis vozes de Thom, nesta nova faixa, Yorke foi absolutamente sintétizado por uma realidade virtual inquietante, nos perdemos nas entrelinhas de cada pulsação digital de sua alma.

 

Pink Section parece fazer referência ao krautrock de gente como Tangerina Dream e até nos delírios surreais de gente como Sigur Rós. A sensação cristalina, como um mantra esquecido na garrafa de algum oceano irreal depois de Pirâmide Song e Pull Revolving Doors.

 

E a cereja desta bolacha chama-se Nose Grows Some. Bjork, Radiohead, Atoms For Peace conversando sobre poesia, medos, amores, nostalgia, futuro, presente, passado, certezas, humanidade e o contrário disco tudo. Nigel indo tomar um café mas deixado sintetizadores ligados para enlouquecer Thom Yorke entre vozes sobreposta aos fantasmas mas não a si mesmo.

 

Preciso voltar a viver tudo novamente.

 

10492119_10152836518531414_6852991794917446012_n

Thom Yorke lança Tomorrow Modern Boxes via BitTorrent

thom-york-coachella

Pegando todo mundo de surpresa Thom Yorke anunciou o lançamento de Tomorrow Modern Boxesseu segundo álbum solo ao lado do produtor Nigel Godrich e porque não, terceiro trabalho sem o Radiohead. De quebra, o novo disco foi o primeiro download pago da história do BitTorrents. Em uma carta assinada por Godrich: “Se der certo isso pode ser uma maneira efetiva de trazer algum controle do comércio eletrônico de volta para as pessoas que criaram o trabalho

A primeira faixa do novo disco “A Brain In A Bottle” pode ser baixada de graça e acompanha um vídeo (que pode ser visto aqui aí embaixo) Para fazer o download completo do trabalho basta pagar 6 doláres. “É um experimento para ver se as mecânicas do sistema são algo que o público em geral consegue compreender”, afirma Yorke.

A julgar pela primeira faixa, é um novo mergulho de Yorke nas experimentações sintéticas da eletrônica cabeçuda. A hipnótica faixa de abertura reflete exatamente o futuro. Outro aspecto importante é que a forma de distribuição do trabalho é uma clara resposta ao serviço Spotify, de onde Thom Yorke retirou todas as suas músicas em claro boicote (confira aqui)

Assim como In Rainbows, mais uma vez Thom Yorke alvoroçando o universo digital com este seu Tomorrow Modern Boxes
Tomorrow's Modern Boxes | Tracks

01 A Brain in a Bottle
02 Guess Again!
03 Interference
04 The Mother Lode
05 Truth Ray
06 There Is No Ice (For My Drink)
07 Pink Section
08 Nose Grows Some




Download | AQUI

Radiohead Releituras | 'Talk Show Host' por Bárbara Ohana

10419536_409672119171428_1002102777262932106_n (1)

 

Nossa Radiohead Releituras desta semana tem a honra de trazer a voz da brasileira Bárbara Ohana para uma releitura de um grande hino da banda, Talk Show Host. Jamais lançada em um álbum oficial,  porém, uma das canções mais tocadas em concertos e uma das melhores construções sonoras do Radiohead. Há de se ressaltar também que a carioca Bárbara Ohana é sobrinha da atriz Claudia Ohana. Com um single lançado chamado "Golden Hours" Ohana mergulha fundo no universo radioheadiano.

.



 

 

 

 

Contato

Jonny Greenwood e London Contemporary Orchestra ao vivo em outubro

tumblr_ncaym40D1I1qm3hyxo3_500

 

Nosso mítico guitarristas, multi-instrumentista Jonny Greenwood deve se reunir no Royal Albert Hall no próximo dia 10 de outubro para mais uma performance ao lado da London Contemporary Orchestra, junto com sua guitarra e Ondes Martenot. O material claro irá incluir a trilha do clássico There Will Be Blood e também o The Master and Norwegian Wood, além de Electric Counterpoint em uma Steve Reich performance.

 

Ingressos

Phil Selway anuncia datas para 2015 e um novo vídeo

tumblr_inline_ncbfpvq4nJ1qknbli

 

Phil Selway acaba de anunciar datas para a tour do seu novo trabalho chamado Weatherhouse com data de lançamento para o próximo 06 de Outubro. De quebra, Phil também lança o vídeo da canção ‘It Will End In Tears’. O vídeo é uma parceria entre a agência Northern Film & Media e o Berwick-upon-Tweed Film and Media Arts Festival "(BFAMF), um festival que acontece desde 2005 no condado de Northumberland, voltado para projetos de audiovisual, videoinstalações, oficinas e também o “Chris Anderson Award for Best Young Filmmaker” com exibição de curta metragens de jovem cineastas.

 

 

Dates/info below:

Wednesday 11 February – LONDON – Queen Elizabeth Hall
Tuesday 12 February – LEEDS – Brudenell Social Club
Wednesday 13 February – GLASGOW – King Tuts
Thursday 14 February – MANCHESTER -  Deaf Institute